sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Ano Novo Chegando


Finais de ano me deixam meio melancólica. O clima de natal, pessoas comprando presentes e viajando o tempo todo, o fim de mais um ano escolar, as despedidas e a incerteza sobre o que vai ser no próximo ano... Tem também aqueles cartõezinhos (agora substituídos pelos e-mails) desejando boas festas que fazem chorar e causam saudade. Isso tudo me faz refletir sobre o ano e, em consequência disso, a vida. Perceber sem querer que o tempo tá passando rápido demais, que estamos ficando mais velhos a cada dia... Aniversários também são assim, mas finais de ano são bem mais angustiantes e nostálgicos.
Já início de ano, ah, esse sim é alegre. As expectativas e planos de um ano inteirinho pela frente são empolgantes. Tudo novo de novo e muita ansiedade. Um pouco de receio também, mas que depois passa. Logo a gente acostuma e nem vê mais o tempo passar. Ainda bem, né...

domingo, 14 de dezembro de 2014

Comentários sobre

eleanor & park


De Rainbow Rowell. Alguns dizem que vai ter continuação, outros não, mas o que já está certo é que vai virar filme! Imagina só, ver uma história tão linda na tela do cinema? Ai, ai... AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!! Kkk.
Entrou facilmente pra lista dos meus favoritos. Amo tanto quanto A Culpa é das Estrelas e a série Fazendo meu Filme. Sério, esse livro é perfeito. Não é aquele tipo de romance meio conto de fadas com final feliz. É realista (bem realista mesmo, do tipo de coisa que a gente vê no dia a dia e que acontece toda hora na vida real), ilícito, engraçado, boca suja, intenso, divertido, envolvente e romântico. Consegue ser fofo e sexy ao mesmo tempo. Misturar a dor com o amor. É perigoso, e muito, mais muito viciante. É uma história de amor totalmente impossível e improvável. Um casal completamente diferente tanto na aparência quanto no modo de viver, e que já tinha os dias contados antes mesmo de começar. Parece que a qualquer momento tudo vai acabar e dá a impressão que sempre tem alguém observando. As vidas deles são o oposto e tudo, mais tudo mesmo, contribui para que se separem. Menos o amor inquietante que sentem um pelo outro e que só parece crescer mais e mais a cada segundo. É amor verdadeiro, mesmo. Daquele que hoje em dia está quase extinto. Do tipo que faz perder a cabeça, correr qualquer risco e que nada no mundo consegue te fazer esquecer. Nada, nem mesmo o tempo. É tipo droga. É bem adolescente. Rebelde e inconsequente. É tudo ou nada (ou é oito ou oitenta, como costumam dizer). Cada segundo, cada palavra e cada toque importa.
O final, nossa, O FINAL! É o final. Eu detesto esse tipo de fim inacabado, que deixa uma pergunta no ar, porque sou muito curiosa mas... não é tão agonizante porque dá pra adivinhar facilmente. E quase, mas quase mesmo, foi um final infeliz. Nem chegou a ser um final feliz, na verdade. Foi só esperançoso. Esse livro é do tipo que parte seu coração em milhões de pedacinhos e depois, do nada, te enche de esperança de novo. Qualquer palavra misteriosa já te faz enxergar uma luz no fim do túnel. Deveria COM CERTEZA ter um segundo volume. Mas só em saber que vai ter filme, uhuuuul, já to MEGA feliz!!
Se eu chorei? Claro, né. Dã, como diria Eleanor. É uma tortura. Eu chorava como se o mundo fosse acabar, e ia mesmo. Doía muito, como se eu tivesse sentindo o mesmo que eles, e estava. A história te prende tanto de um jeito que você começa a se sentir como os personagens. Parece que você está vivendo aquilo. Ainda mais porque eles são pessoas comuns. Não comuns do tipo que parecem pessoas normais, pelo contrário. Ele descendente de coreanos e ela de dinamarqueses. Ele tem olhos verdes e ela cabelo ruivo. Ele gosta de gibis e punk e ela usa roupas super estranhas. Não tem nada de comum nisso, só no jeito como eles levam a vida. As famílias deles, sim, são bem comuns. As rotinas também.
(Eu, que já tinha uma quedinha por coreanos - ai, olhos puxados são tão lindinhos! -, AMEI o fato de Park ser mestiço. Quando ele fala que ninguém sente atração por coreanos deu vontade de socar a cara dele. Aff. Ninguém? Tem TANTA gente que gosta... Nossa.)
É o tipo de amor imperfeito que todo adolescente sonha em ter e que todo mundo deveria conhecer. Pé no chão, cheio de esperança, suspense e amor. Cada palavra te faz reagir de um jeito. Nossa, gente, tô completamente apaixonada por esse livro. Se você ainda tem alguma dúvida sobre ler ele ou não, te garanto: vale TOTALMENTE a pena. Tudo nessa história é incrível. Tudo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Palavras

  O mundo é feito de palavras. Palavras que, sem que percebessem, criaram uma imensidão de possibilidades, atingiram do céu à terra e construíram cada pedacinho do universo. Palavras essas nunca ditas, apenas guardadas em pensamento, que embora ninguém saiba fazem de nós quem somos.

 Muitas delas estão trancadas em um esconderijo secreto, como naquele sonho de infância, e carregamos a chave da porta na mão, todos os dias. Cabe somente a nós decidir a quem entregar essa chave. Às vezes é preciso soltá-la pelo caminho e deixar o mundo inteiro saber, gritar essas palavras ao vento. Muitos não vão entender e poderão chamá-lo de louco, mas quem se importa? O que essa chave abre te releva. Seus maiores sonhos, medos, qualidades e defeitos. E nós, como reles humanos insignificantes, jamais poderíamos te julgar. Portanto, se for por insegurança, não sinta medo. Sonhos não caem em forma de chuva nem são arrastados à areia pelas ondas do mar.

 Se decidir que o melhor é guarda-las com você, então o faça. Mas guarde só o necessário. É clichê, mas é verdade. As pessoas merecem saber quem você é.