quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

 Tempo em Modo Acelerar

 Perdi a conta de quantas vezes ri quando os adultos diziam que o tempo passava rápido, que lembravam de quando eu era bebê, que eu tinha que aproveitar a minha idade... Eu nunca levei em consideração, afinal de contas, eu ainda tenho a vida inteira pela frente. Mas é estranho se olhar no espelho e não ver mais aquela menininha que dormia abraçada com uma boneca da Turma da Mônica.
 Acho que quinze anos é uma das idades em que você começa a reparar mais no passar do tempo. Eu sempre achei as garotas dessa idade tão adultas. Parecia que ia levar uma eternidade pra chegar lá. Estava enganada. Passou tão rápido quanto meus pais disseram que seria. E mais uma vez, eles estavam certos. Ponto pra eles.
 Mas crescer tem um lado bom. A gente adquire mais experiência a cada dia que passa. E não tem pra onde fugir: é preciso errar e sofrer se quiser aprender. A vida é uma escola e cheia de etapas. Se fosse um jogo eu teria upado para outro nível. Se fosse um filme eu estaria nos primeiros 8 minutos, provavelmente. Às vezes o filme termina antes de começar, após o trailer, ou pela metade. Nunca se sabe. Pode ter um fim totalmente inesperado. É tudo muito improvisado e repentino. Porque a vida, diferente dos filmes, é imprevisível. E essa é a graça de tudo: não saber o que vai acontecer no próximo segundo, no dia seguinte, ou na semana que vem. Tudo pode mudar a qualquer hora. É isso que nos traz esperança quando passamos por momentos difíceis, e é o que muitas vezes nos impede de desistir. Escrevemos nossa história sem Back Space, sem pause e sem botão pra pular. Não tem edição. Ainda bem. Seria uma chatice se tudo fosse perfeito.

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P.S.: Vou postar dois textos sobre esse assunto, porque esse eu escrevi faz uma semana, mas hoje fiz outro e queria postar os dois.

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