sábado, 20 de junho de 2015

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Cidades de Papel

 Logo pela sinopse já deu pra perceber que o livro seria extremamente interessante. Só o resumo já é o bastante para despertar a curiosidade e a vontade de levar pra casa. No livro em si, de cara a primeira impressão que tive sobre a Margo é que ela tem muitas características em comum com Alasca, do Quem É Você Alasca?. Ela é popular, linda, misteriosa e no começo da história tinha namorado, assim como a Alasca. E o Quentin era como o Miles: nada popular, meio tímido e totalmente apaixonado pelos mistérios e beleza da garota. Eu até achei que ele meio que endeusava ela, mas ok...
 O bom é que conforme a história foi desenrolando, eu percebi que não era só um romance sobre um garoto comum que era apaixonado por sua vizinha perfeita desde criança. Depois que ela sumiu e ele foi encontrando pistas dela, eu até comecei a achá-la mais simpática. Primeiro vem a diversão, depois o drama. E sim, eu pensei na possibilidade de ela estar morta várias vezes.
 Algumas partes da trama foram cansativas, mas serviu para deixar os leitores mais curiosos e cheios de expectativas sobre o paradeiro de Margo. E o final me surpreendeu muito! Eu acabei me identificando um pouco com Margo e seus motivos de ter fugido. Toda essa coisa de cidades de papel com pessoas de papel, de ninguém conhecer ela realmente, a liberdade de ir embora, não poder voltar para não ficar presa ao lugar e voltar a ser uma garota de papel... Eu penso assim também, e me sinto em um mundo de papel as vezes. O John Green conseguiu descrever isso de forma clara, criando metáforas e um conto bastante original. Ele consegue ser romântico na medida certa, criativo e inteligente, sem criar aquela ilusão toda dos contos de fadas, e eu aaaaaaaaamo essa característica dos livros dele.
 As vezes nós idealizamos demais as pessoas (ou as coisas em geral) e acabamos vendo só a superfície, aquilo que elas nos deixam saber, sem procurarmos por mais. Sem enxergar por trás da janela. Ficamos apenas atrás do vidro, observando, como o Quentin fez. As pessoas são mais do que vemos e imaginamos, e só podemos conhecê-las inteiramente se enxergarmos dentro delas.
 Eu amei a mensagem que esse livro passou. O desfecho foi triste, mas tão sentimental, filosófico e fofo que eu nem pude reclamar. E o trailer do filme ficou ÓTIMO, muuuito parecido com o livro e eu adorei os atores. Só achei que a Margo dublada ficou com voz de travesti, e fiquei meio desapontada por ter só 9 coisas para fazer na noite da fuga em vez de 11, e também me parece que o Quentin vai ao baile de formatura, o que eu não acontece no livro... mas tirando isso está perfeito e eu estou muuuito ansiosa para assistir!!!!